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MONTREAL E A NORTADA CANADIANA
O eixo dominante na pop que os Estados Unidos e o Reino Unido estabelecem desde os anos 50, tem sofrido interferências de uma reincidência invulgar por parte das correntes sonoras indie provenientes do Canadá: do neo-folk ao indie-rock, do singer-songwriting ao rock instrumental, tem havido de tudo.
O ponto central da nortada sonora canadiana tem sido sem dúvida Montreal. Apesar de ser uma cidade francófona, de longe a mais importante do Canadá, é do segmento populacional anglófono que tem saído uma série de nomes estimulantes, a ser seguidos e perseguidos.
Desde que a presente década se iniciou, nos habituámos a associar Montreal a uma banda ou a um artista em particular. A artilharia pesada do colectivo instrumental Godspeed You! Black Emperor, a sua editora local Kranky e toda a sua pandilha, o aparecimento alienígena de um cantautor andrógino chamado Rufus Wainwright, a rápida subida aos céus ditado pelo ritmo vertiginoso dos barrocos Arcade Fire, a melhor definição da personalidade sonora idealista da cidade pelos indie rockers The Dears, a que os Besnard Lakes (tidos já como uma das grandes revelações de 2007) dão uma conclusão mais cósmica, são dados que fazem de Montreal uma pequena e imprevisível Meca da pop, como foram noutros tempos Manchester, Seattle ou Reiquejavique (na Islândia).
Porém, ao lado de Montreal, as coisas não andam muito mais calmas, longe disso: Blame Canada !
O eixo dominante na pop que os Estados Unidos e o Reino Unido estabelecem desde os anos 50, tem sofrido interferências de uma reincidência invulgar por parte das correntes sonoras indie provenientes do Canadá: do neo-folk ao indie-rock, do singer-songwriting ao rock instrumental, tem havido de tudo.O ponto central da nortada sonora canadiana tem sido sem dúvida Montreal. Apesar de ser uma cidade francófona, de longe a mais importante do Canadá, é do segmento populacional anglófono que tem saído uma série de nomes estimulantes, a ser seguidos e perseguidos.
Desde que a presente década se iniciou, nos habituámos a associar Montreal a uma banda ou a um artista em particular. A artilharia pesada do colectivo instrumental Godspeed You! Black Emperor, a sua editora local Kranky e toda a sua pandilha, o aparecimento alienígena de um cantautor andrógino chamado Rufus Wainwright, a rápida subida aos céus ditado pelo ritmo vertiginoso dos barrocos Arcade Fire, a melhor definição da personalidade sonora idealista da cidade pelos indie rockers The Dears, a que os Besnard Lakes (tidos já como uma das grandes revelações de 2007) dão uma conclusão mais cósmica, são dados que fazem de Montreal uma pequena e imprevisível Meca da pop, como foram noutros tempos Manchester, Seattle ou Reiquejavique (na Islândia).
Porém, ao lado de Montreal, as coisas não andam muito mais calmas, longe disso: Blame Canada !

